Dona do hit “Era Uma Vez”, a cantora Kell Smith contou como a música se tornou um divisor de águas, não só na sua carreira, mas em sua vida. No Tô na Pan desta quarta-feira, 9, Kell afirma que ainda colhe frutos da canção de 2017. “Esse álbum novo é tradução da permissão que as pessoas me deram de viver para a minha arte”, diz ela sobre “O Velho E Bom Novo (Lado B)”, novo disco da cantora lançado na última sexta-feira, 4. Para ela, o lançamento mostra como, apesar de 2020 ter sido um ano caótico, a música existiu e resistiu. Mesmo com o sucesso de “Era Uma Vez”, Kell afirma que passou por problemas na vida pessoal durante o processo. “Era um período caótico, eu tive síndrome do pânico, ansiedade generalizada e esse caos todo me fez chegar até a terapia, que foi o que me fez ressignificar a minha vida e me trouxe até aqui”, conta.

“O caos também é um lugar criativo. É preciso entender que o fundo do poço tem um fim”. A fama atrai muita coisa boa, mas muita coisa ruim também, relata a cantora, que relembra que a notoriedade trouxe muitas relações tóxicas para sua vida. Segundo a artista, o álbum novo foi originado do “caos”. “O álbum todo veio da reflexão de que é preciso se olhar de frente, é preciso se olhar de dentro para fora, acessar essas profundezas”, diz. A cantora, que nasceu na igreja evangélica, relembra como a fé foi o berço da sua trajetória musical. “A relação que eu tinha com a música na igreja evangélica era uma relação vertical, era uma música de adoração. Você não canta para o outro, você canta pela adoração”, explica Kell sobre as diferenças entre cantar louvores e cantar suas próprias músicas. “Ser artista é ser instrumento acima de tudo. Quem perde isso, perde a referência”, finaliza. “O Velho E Bom Novo (Lado B)”, novo álbum de Kell Smith, contém 6 músicas inéditas.


Fonte: Jovem Pan